segunda-feira, 24 de outubro de 2016

NADA A PERDER






Eu quero escrever no sangue vermelho transparente
Reduzido a  gotas de coágulos sanguíneos
O interior do interior
Eu quero escrever com tinta amarela
Ao apagar das luzes
Somente o que eu não entendo





Um pouco para mim
Outro para você
Não tenho nada a perder
Ouçamos  toda a violência
Haverá sempre uma residência vazia
Um terreno áspero a longo prazo
Confesso que eu chorei
Respeitando as mentiras dos humanos
Por favor não pensem assim


No entanto aqui é o meu clamor
Rasguei um poço profundo
O fluxo através do chocalho invejável
Eu queria abraçar o mundo inteiro
Terremotos causados ​​pelos ruídos
A coisa mais importante na minha vida é a morte



Eu quero escrever um conceito
Dizer não ao  abuso
Eu não posso simplesmente ficar desnudo
Apesar de que não ter nada a perder




Carlos Reis, 24/10/2016    -  RJ














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