sábado, 29 de outubro de 2016

NAQUELE MOMENTO






Naquele Momento



Nós vamos cortar o vento das criaturas.
Vão ter que pagar para respirar.

Apenas um claro desejo de manter mundo...

O sol está brilhando. Estava chovendo.
O vento irá espalhar as trombetas
De nuvens no azul.



Todo mundo não vai estar lá
Neste dia de felicidade.

Nos arranha-céus, somente os pombos,
Pau de chuva rolando pelas ruas...

Está frio. Façam-se problemas...
Que o vento violento

Faça voltar os homens das cavernas,
Sem terra, sem nada,
Você precisará de paz na primavera.



Carlos Reis, 29/10/2016  -  RJ

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

NADA A PERDER






Eu quero escrever no sangue vermelho transparente
Reduzido a  gotas de coágulos sanguíneos
O interior do interior
Eu quero escrever com tinta amarela
Ao apagar das luzes
Somente o que eu não entendo





Um pouco para mim
Outro para você
Não tenho nada a perder
Ouçamos  toda a violência
Haverá sempre uma residência vazia
Um terreno áspero a longo prazo
Confesso que eu chorei
Respeitando as mentiras dos humanos
Por favor não pensem assim


No entanto aqui é o meu clamor
Rasguei um poço profundo
O fluxo através do chocalho invejável
Eu queria abraçar o mundo inteiro
Terremotos causados ​​pelos ruídos
A coisa mais importante na minha vida é a morte



Eu quero escrever um conceito
Dizer não ao  abuso
Eu não posso simplesmente ficar desnudo
Apesar de que não ter nada a perder




Carlos Reis, 24/10/2016    -  RJ